
O primeiro registro do judô no Brasil data do fim do século XIX, quando marinheiros japoneses fizeram uma exibição no Porto de Santos. A modalidade só chegaria de vez ao país no início do século XX, com o desembarque dos primeiros imigrantes, entre eles o mestre Mitsuyo Maeda, também introdutor do jiu-jítsu. De início restrito à comunidade nipônica, o esporte como é conhecido hoje deslanchou no Brasil após a Segunda Guerra Mundial. "Para preservar a identidade, os primeiros imigrantes japoneses se reuniram em guetos nas fazendas de café de São Paulo nas quais trabalhavam", afirma Celina Yano, de 42 anos, nipo-brasileira de quarta geração e organizadora das comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil, a ser celebrado no ano que vem.
No início, as dificuldades de integração dos imigrantes retardaram a disseminação do judô no Brasil. "Meu avô não aceitava alunos não-japoneses", diz Hitoshi Ogawa, dono de uma academia em São Paulo. Os nomes dos pioneiros campeões do país deixam isso evidente. Chiaki Ishii, o primeiro atleta a conquistar uma medalha olímpica para o judô brasileiro, um bronze em 1972, nasceu no Japão. De lá para cá, o esporte se difundiu e passou a fazer parte do currículo de muitas escolas. Existem no Brasil cerca de 500 mil praticantes. Apenas um em cada cinco é de origem japonesa. Ironicamente, no ano passado uma delegação de 15 atletas japoneses, entre eles o tricampeão olímpico Tadahiro Nomura, veio ao Brasil para aprender. "Os judocas brasileiros são muito bons na luta de chão", disse na ocasião o técnico japonês Hitoshi Saito.
O medalhista olímpico Tiago Camilo é o melhor exemplo da integração entre Japão e Brasil no judô: de família brasileira, aprendeu o esporte com professores de origem japonesa em Bastos, cidade do interior de São Paulo que tem uma importante colônia nipônica. Um dos primeiros mestres de Camilo, Uichiro Umakakeba, hoje com 61 anos, pisou num tatame pela primeira vez há quase meio século. "Antes, só havia japoneses praticando. Ainda bem que os brasileiros aceitaram e gostaram do judô", diz ele, que atende 90% de alunos de origem não-japonesa em sua academia.
No início, as dificuldades de integração dos imigrantes retardaram a disseminação do judô no Brasil. "Meu avô não aceitava alunos não-japoneses", diz Hitoshi Ogawa, dono de uma academia em São Paulo. Os nomes dos pioneiros campeões do país deixam isso evidente. Chiaki Ishii, o primeiro atleta a conquistar uma medalha olímpica para o judô brasileiro, um bronze em 1972, nasceu no Japão. De lá para cá, o esporte se difundiu e passou a fazer parte do currículo de muitas escolas. Existem no Brasil cerca de 500 mil praticantes. Apenas um em cada cinco é de origem japonesa. Ironicamente, no ano passado uma delegação de 15 atletas japoneses, entre eles o tricampeão olímpico Tadahiro Nomura, veio ao Brasil para aprender. "Os judocas brasileiros são muito bons na luta de chão", disse na ocasião o técnico japonês Hitoshi Saito.
O medalhista olímpico Tiago Camilo é o melhor exemplo da integração entre Japão e Brasil no judô: de família brasileira, aprendeu o esporte com professores de origem japonesa em Bastos, cidade do interior de São Paulo que tem uma importante colônia nipônica. Um dos primeiros mestres de Camilo, Uichiro Umakakeba, hoje com 61 anos, pisou num tatame pela primeira vez há quase meio século. "Antes, só havia japoneses praticando. Ainda bem que os brasileiros aceitaram e gostaram do judô", diz ele, que atende 90% de alunos de origem não-japonesa em sua academia.
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